Você já parou para pensar como a justiça pode ser mais justa se quem a aplica reflete melhor a sociedade? Pois é, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) deu um passo gigante nessa direção. No dia 26 de março de 2025, o Pleno do TRF5 se reuniu e formou uma lista tríplice, composta exclusivamente por juízas federais, para ocupar a vaga de desembargadora federal deixada por Sebastião Vasques. Isabelle Marne Cavalcanti de Oliveira Lima, Gisele Chaves Sampaio Alcântara e Amanda Torres de Lucena Diniz Araújo são os nomes que brilham nessa lista, que agora segue para a Presidência da República decidir quem subirá ao cargo. Mas o que isso significa na prática? Vamos mergulhar nessa história!
O que é a Lista Tríplice e Por Que Ela é Importante?
Imagine uma competição onde os melhores são escolhidos para representar algo maior. A lista tríplice do TRF5 é mais ou menos isso: um processo seletivo interno que destaca três magistradas pelo critério de merecimento. Depois, a Presidência da República escolhe uma delas para se tornar desembargadora federal. Esse cargo é um dos mais altos no judiciário de segunda instância, responsável por decisões que afetam milhões de pessoas.
O que torna essa lista especial, porém, não é só o talento das escolhidas, mas o fato de ela ser exclusivamente feminina. É como se o TRF5 dissesse: “Chegou a hora de equilibrar a balança”. E não é só discurso bonito — essa iniciativa tem raízes em uma política concreta, que vamos explorar mais adiante.
Um Marco na Equidade de Gênero no Judiciário
Por muito tempo, o judiciário foi um espaço dominado por homens. Não que as mulheres não estivessem lá, mas os cargos mais altos? Esses eram mais difíceis de alcançar. A lista tríplice do TRF5 é um marco porque mostra que o jogo está mudando. Ela é fruto da Resolução nº 525/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que incentiva ações afirmativas para garantir que mais mulheres cheguem aos tribunais de segundo grau.
Quem São as Juízas da Lista Tríplice?
Agora que você entende o contexto, que tal conhecer as estrelas dessa história? Essas três juízas não chegaram aqui por acaso. Elas têm trajetórias impressionantes, cheias de estudo, dedicação e serviço à justiça. Vamos dar uma espiada no currículo de cada uma?
Isabelle Marne Cavalcanti de Oliveira Lima: Uma Trajetória de Excelência
Natural de Maceió, Isabelle é daquelas pessoas que parecem ter nascido para brilhar. Antes de ser juíza federal, ela foi técnica judiciária, defensora pública até se tornar juíza substituta na Justiça Federal em Alagoas. Em 2015, virou titular e, desde então, acumula papéis importantes, como diretora da Subseção de Arapiraca e integrante do Centro de Inteligência em Alagoas. Com graduação e mestrado em Direito Público pela Universidade Federal de Alagoas, além de estar cursando doutorado na UFPE, ela é um exemplo de quem une teoria e prática com maestria.
Gisele Chaves Sampaio Alcântara: Força e Dedicação no Ceará
Já Gisele vem de Ipueiras, no interior do Ceará, e construiu uma carreira sólida na Justiça Federal do estado. Ela começou como estagiária, virou analista judiciária e, depois de passar no concurso, se tornou juíza. Hoje, é diretora do Foro da JFCE e já foi vice-diretora, além de atuar na 2ª Turma Recursal. Com um MBA em Poder Judiciário pela FGV e mestrado em Justiça Administrativa, Gisele mostra que dedicação e preparo são a chave para chegar longe.
Amanda Torres de Lucena Diniz Araújo: Experiência e Inovação
Amanda, por sua vez, traz uma bagagem que impressiona. Formada em Direito pela UFPE, ela já foi procuradora federal e juíza substituta no TRF5 antes de se tornar titular em 2005. Passou por varas em Recife e Caruaru, foi vice-diretora do Foro em Pernambuco e até juíza auxiliar no STJ. Atualmente, faz mestrado em Direito Social e Inovação em Lisboa, provando que está sempre buscando formas de se reinventar.
A Resolução do CNJ e a Luta por Igualdade
Mas por que essa lista é só de mulheres? A resposta está na Resolução nº 525/2023 do CNJ. Esse documento é o compromisso para corrigir desigualdades históricas no judiciário. Ele estabelece que os tribunais devem adotar medidas para promover a equidade de gênero, especialmente em cargos de liderança. Não é sobre dar privilégios, mas sobre reconhecer que o talento feminino merece espaço — e as três juízas da lista provam que competência não falta.
Pense assim: se o judiciário reflete a sociedade, por que as mulheres, que são metade da população, não estavam tão presentes nos tribunais superiores? A resolução é um passo para mudar isso, e o TRF5 está na vanguarda dessa transformação.
Como a Escolha da Nova Desembargadora Impacta o Futuro?
A decisão da Presidência da República não é só sobre quem vai ocupar a vaga de Sebastião Vasques. É sobre o recado que ela passa. A nova desembargadora vai influenciar decisões importantes no TRF5, que abrange seis estados nordestinos, e pode inspirar outras mulheres a seguirem o mesmo caminho.
Imagine uma jovem estudante de Direito vendo isso acontecer. Não é só uma vaga sendo preenchida; é um horizonte se abrindo.
Conclusão
A lista tríplice do TRF5 é mais do que um processo burocrático — é um símbolo de mudança. Isabelle, Gisele e Amanda representam o talento e a força das mulheres no judiciário, e a Resolução do CNJ mostra que o sistema está, aos poucos, se ajustando para ser mais justo.
Quem quer que seja escolhida, uma coisa é certa: o futuro do TRF5 está em boas mãos. Então, que tal compartilhar este artigo com quem também se interessa por justiça e igualdade? Vamos espalhar essa conversa!