Em abril de 2025, o cenário financeiro no Brasil está agitado. O tão aguardado programa Crédito do Trabalhador, que prometia revolucionar o acesso ao empréstimo consignado CLT e ao empréstimo MEI, trouxe uma surpresa desagradável: os juros estão mais altos do que o esperado. Inicialmente, o Governo Federal anunciou taxas atrativas, mas relatórios recentes mostram que elas podem chegar a 6% ao mês em algumas instituições.
Esse aumento assusta tanto os trabalhadores quanto as autoridades, que viam na iniciativa uma solução para o endividamento. Mas o que isso significa na prática? Será que o empréstimo para CLT ainda é uma boa ideia? Neste artigo, você vai entender o que está por trás dessa alta e como decidir se vale a pena contratar.
Lançado em março de 2025, o Crédito do Trabalhador é uma modalidade de empréstimo consignado para CLT e MEI que permite descontos diretos na folha de pagamento. A ideia era simples: oferecer crédito mais barato a cerca de 47 milhões de trabalhadores formais, incluindo empregados domésticos, rurais e assalariados de microempreendedores individuais.
Por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o trabalhador solicita propostas, recebe ofertas em até 24 horas e escolhe a melhor opção. Além disso, até 10% do saldo do FGTS e 100% da multa rescisória podem ser usados como garantia. No entanto, o que parecia um sonho acessível virou um pesadelo para muitos devido aos juros inesperados.
Quando o programa foi anunciado, o Governo estimava taxas entre 2,5% e 3% ao mês, bem abaixo dos 6% praticados em empréstimos pessoais. Contudo, em abril de 2025, posts no X e análises da imprensa, como da Gazeta do Povo, indicam que os juros do empréstimo CLT dispararam, alcançando até 6% em alguns casos. Mas por quê? Especialistas apontam que a falta de um teto regulatório claro para os bancos, aliada ao risco de inadimplência em um mercado de trabalho instável, fez as instituições financeiras elevarem as taxas.
Assim, o que era para ser uma solução barata acabou se aproximando de opções mais caras do mercado.
Para quem esperava aliviar o orçamento com o empréstimo consignado CLT, a notícia é desanimadora. Imagine um trabalhador que ganha R$ 2.000 por mês: com a margem consignável de 35%, ele poderia comprometer R$ 700. Porém, com juros de 6% ao mês, o custo total do empréstimo para CLT cresce rapidamente, podendo levar a um ciclo de dívidas.
Para os MEIs que contratam empregados, o impacto é duplo: além de arcarem com os descontos na folha, muitos também buscam o empréstimo MEI para si próprios, enfrentando as mesmas taxas elevadas. Em resumo, o sonho de trocar dívidas caras por algo mais acessível virou um susto.
O Governo Federal, que celebrou o lançamento do programa como um “golaço” para os trabalhadores, agora enfrenta críticas. Autoridades, como o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, já sinalizaram a necessidade de ajustes.
Há rumores de que o Conselho Curador do FGTS pode regulamentar o uso do fundo como garantia ainda em junho de 2025, o que poderia reduzir os riscos para os bancos e, consequentemente, os juros. Enquanto isso, o programa segue em operação, mas com um alerta: os trabalhadores devem analisar cuidadosamente as propostas antes de assinar qualquer contrato.
Apesar dos juros altos, o empréstimo consignado para CLT ainda tem seus méritos. Primeiro, o desconto automático na folha reduz a chance de inadimplência, o que torna as taxas, mesmo elevadas, menores que as do cheque especial ou cartão de crédito, que podem ultrapassar 10% ao mês.
Além disso, a possibilidade de usar o FGTS como garantia oferece uma segurança extra. Para os empregados de MEI, o acesso ao crédito sem depender de convênios entre empresas e bancos é uma facilidade inédita. Portanto, em comparação com outras linhas, o programa ainda pode ser vantajoso em alguns cenários.
Nem tudo são flores. Antes de correr para contratar um empréstimo CLT, é essencial pesar os riscos. Os juros altos, como já mencionados, podem transformar uma solução em um problema. Além disso, a margem de 35% do salário comprometida reduz a renda líquida, afetando o dia a dia.
E se houver demissão? O desconto nas verbas rescisórias pode consumir boa parte do FGTS, deixando o trabalhador desprotegido. Para os assalariados de MEI, há ainda o risco de o empregador não cumprir o repasse ao eSocial, complicando o pagamento. Assim, cautela é a palavra de ordem.
A decisão de contratar um empréstimo consignado CLT exige reflexão. Pergunte-se: qual é o objetivo do dinheiro? Se for para quitar uma dívida com juros de 8% ao mês, um empréstimo para CLT a 4% ou 5% ainda pode valer a pena. Por outro lado, se o plano é gastar em algo não essencial, talvez seja melhor esperar.
Avalie também sua estabilidade no emprego: em tempos de incerteza, comprometer o salário pode ser arriscado. Por fim, calcule o custo total do empréstimo, incluindo juros, e compare com sua capacidade de pagamento. Só assim você terá clareza.
Quer fazer um bom negócio? Então, siga estas dicas. Primeiro, use o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital para solicitar propostas de vários bancos e espere as 24 horas para receber todas as ofertas.
Segundo, compare não só os juros, mas também o Custo Efetivo Total (CET), que inclui taxas adicionais.
Terceiro, prefira prazos mais curtos, se possível, para pagar menos juros no total. Por exemplo, um empréstimo MEI de R$ 5.000 a 3% ao mês por 12 meses custa bem menos que o mesmo valor por 24 meses. Por fim, leia o contrato com atenção para evitar surpresas.
Se os juros altos do empréstimos consignado CLT te assustaram, há outras saídas. Uma opção é o Saque-Aniversário do FGTS, que permite retirar parte do saldo anualmente sem comprometer o salário. Outra ideia é negociar diretamente com credores para reduzir dívidas existentes, muitas vezes com descontos significativos.
Além disso, cortar gastos supérfluos e criar uma reserva de emergência pode evitar a necessidade de crédito. Para os MEIs, buscar linhas de microcrédito específicas, como as oferecidas pelo BNDES, também pode ser mais vantajoso.
Os empréstimos consignado CLT e MEI chegaram com a promessa de facilitar a vida financeira, mas os juros acima do esperado mudaram o jogo. Para alguns trabalhadores, a modalidade ainda é uma alternativa viável para escapar de dívidas mais caras; para outros, pode ser uma armadilha disfarçada.
Tudo depende de uma análise cuidadosa: compare ofertas, pese os riscos e alinhe o empréstimo com suas reais necessidades. Em um cenário de incertezas, o melhor caminho é se informar e agir com prudência.
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